A Câmara de Vereadores de Maringá recebeu, na sessão ordinária desta terça-feira (9), o secretário municipal de Saúde, Antônio Carlos Nardi, para apresentar as ações desenvolvidas pela pasta.
Autora do convite, a vereadora Majô enfatizou a importância de a comunidade compreender quais foram os principais desafios encontrados pela administração da saúde municipal e conhecer o planejamento para os próximos anos.
“Trata-se de uma pasta em que sempre haverá ações a serem desenvolvidas e aprimoradas. Estamos vindo de um período em que foi necessário avançar em questões estruturais da saúde. Recordo-me, secretário, de visitar unidades de saúde e a própria UPA durante o período eleitoral e encontrar problemas graves de infraestrutura”, afirmou.
A parlamentar lembrou que a rede municipal de saúde enfrentava importantes carências estruturais, como espaços com infiltrações, falta de manutenção básica, unidades necessitando de reparos e até mesmo ausência de itens simples, como assentos sanitários.
“Além da infraestrutura, temos recebido muitas demandas relacionadas às consultas especializadas. Precisamos entender qual é o tamanho desse desafio e quais medidas a gestão adotou nos últimos anos para enfrentá-lo. O objetivo é garantir à população de Maringá a saúde que ela merece”, disse.
O secretário municipal de Saúde, Antônio Carlos Nardi, destacou que, ao assumir a pasta, encontrou deficiências no quadro de profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e das equipes de Saúde da Família.
“Também encontramos problemas estruturais e enfrentamos a burocracia própria da administração pública, que envolve processos licitatórios, termos de referência, prazos legais, recursos e diversos encaminhamentos obrigatórios. Ainda temos muito a evoluir, mas hoje conseguimos respirar de maneira diferente”, afirmou.
Segundo Nardi, quando a atual gestão assumiu a Secretaria de Saúde, Maringá registrava mais de 20 mil casos confirmados de dengue em 2024, além de óbitos decorrentes da doença.
“Para nós, qualquer morte é inaceitável e exige resposta imediata do poder público. Por determinação do prefeito, realizamos um trabalho conjunto com municípios vizinhos, já que o mosquito não encontra barreiras entre Maringá, Sarandi, Paiçandu, Marialva, Mandaguari e Mandaguaçu. Esse esforço trouxe resultados extremamente positivos”, afirmou.
O secretário também destacou as ações voltadas à imunização.
“Hoje temos vacina contra a gripe disponível para os grupos prioritários, mas a cobertura vacinal ainda não chega a 55% da população-alvo. Ao mesmo tempo, a taxa de ocupação hospitalar permanece muito elevada. Nesse contexto, é importante destacar que a sala de vacinação da Secretaria Municipal de Saúde estava fechada havia seis anos. Conseguimos reativá-la completamente, incluindo a recuperação da câmara fria e de toda a estrutura necessária”, disse.
Nardi prosseguiu, destacando a importância da Atenção Primária, considerada a porta de entrada do sistema de saúde e responsável pelo acompanhamento inicial e contínuo da população.
“Quando assumimos a secretaria, no ano passado, havia um sinal de alerta já apresentado e amplamente debatido nesta Câmara. Nossas equipes estavam incompletas, com profissionais não repostos, o que comprometia diretamente o atendimento à população. Como consequência, o município corria o risco de perder repasses do Ministério da Saúde que chegavam a aproximadamente R$ 1,5 milhão por mês. Diante disso, firmamos um pacto com o Ministério, assumindo o compromisso de recompor as equipes de Saúde da Família”, relatou.
O secretário ressaltou ainda que, paralelamente, foi iniciada a reestruturação de diversos equipamentos públicos de saúde.
“Esse trabalho vem sendo acompanhado pelos vereadores e pelos órgãos de controle social, que têm participado ativamente do processo”, informou.
Nardi também destacou que as unidades de saúde realizam, em média, 248 atendimentos por dia. Segundo ele, o aumento da produção foi possível graças à recomposição das equipes e ao fortalecimento da Atenção Primária.
“Esse trabalho resultou na recuperação de mais de R$ 1,2 milhão em repasses mensais do Ministério da Saúde, valor que representa mais de R$ 12 milhões por ano para o município. Trata-se de um recurso que não dependia de emendas parlamentares nem de novas fontes de financiamento. Dependia apenas de gestão eficiente e do cumprimento das exigências necessárias para manter as equipes completas”, concluiu.
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