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Câmara recebe Associação Maringaense LGBT em defesa da cidadania
Assessoria de Imprensa - CMM 21/05/2026

A Câmara de Maringá recebeu na sessão ordinária desta quinta-feira (21) a presidente da Associação Maringaense LGBT, Margot Jung, que falou sobre o Dia Internacional de Combate à LGBTFobia e sobre a Parada LGBT de Maringá, celebrados no último domingo, 17 de maio.


O autor do convite, o vereador Mário Verri, enfatizou a luta pelos direitos da população LGBT e o papel da democracia, “onde todo mundo pode ir e vir”.


“No último domingo aconteceu um grande evento na nossa cidade, com pelo menos duas mil pessoas, mesmo com chuva e frio. As pessoas estavam ali exercendo a sua liberdade e isso valoriza a nossa cidade, porque todo mundo precisa ter o seu espaço e todos podem se manifestar”, afirmou.


A presidente da Associação Maringaense LGBT, Margot Jung, lembrou que muitas pessoas ainda tentam impedir que determinados grupos tenham voz, invalidando argumentos em razão da aparência.


“Ocupar esta tribuna não é apenas um exercício de cidadania, mas também um ato de profunda responsabilidade com a memória e o futuro de Maringá”, declarou.


Margot enfatizou que em 17 de maio de 1990 a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade da lista de distúrbios mentais.


“Até aquela data, o afeto de milhões de pessoas era tratado oficialmente como uma patologia, uma doença a ser curada”, ressaltou.


Sobre a celebração do Dia Internacional de Combate à LGBTFobia e a Parada LGBT em Maringá, Margot destacou que alguns casais, pela primeira vez, puderam andar pelas ruas de mãos dadas.


“As paradas ainda são equivocadamente rotuladas como uma mera festa de rua. A parada é, essencialmente, um ato político de ocupação do espaço público. Historicamente, corpos dissidentes foram empurrados para as sombras, para o desemprego e para a marginalidade. A parada inverte essa lógica”, afirmou.


Margot lembrou ainda que o Poder Legislativo deve inserir o segmento LGBT no orçamento municipal e destacou que a garantia de direitos para a comunidade LGBT “não é conceder privilégios”.


“É cumprir a Constituição Federal, que coloca a dignidade da pessoa humana como fundamento da nossa República. Que as reflexões do 17 de maio não fiquem restritas aos discursos de ocasião. Que elas se traduzam em apoio real à cidadania, em fiscalização rigorosa do Executivo e em um compromisso ético de cada vereador e vereadora”, declarou.


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