A ex-esposa do vereador Luizinho Gari (PP), Camila de Lima Tomazoti, confirmou à Comissão Processante (CP), da Câmara Municipal de Maringá, que recebeu mensagens ameaçadoras via whatsapp e afirmou que as fotos de uma criança, apresentadas pelo ex-marido como sendo o filho do casal, estão alteradas.
Camila foi a segunda depoente ouvida na Comissão criada para analisar a denúncia de quebra de decoro atribuída a Gari. O testemunho foi dado, nesta tarde (17), aos vereadores Mário Verri (presidente) e Márcia Socreppa (relatora). O vereador Ulisses Maia está viajando e, por isso, não compareceu às duas últimas reuniões.
Ela e Luizinho viveram juntos por 11 anos e Camila participou ativamente da vida política do ex-marido. Segundo ela, a separação ocorreu há mais de um ano e as ameaças surgiram a partir do início de seu namoro com outra pessoa. “Luiz é uma boa pessoa. Não tenho nada contra ele. Só quero o divórcio e viver minha vida em paz. É um direito que eu tenho e ele também”, concluiu.
Questionada pelo advogado Odacir Fiorini Junior, representante de Gari, Camila negou que tenha sido agredida fisicamente e confirmou que Gari não procura o filho há mais de dois meses. O vereador está proibido de aproximar-se da ex-mulher por uma medida protetiva expedida pelo Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
O advogado de Gari informou à Comissão Processante que solicitou a dispensa dos testemunhos de Juliano Souza, Jonas Teixeira Garcia e Adilson Ferreira, indicados por Gari. Sendo assim, o próximo depoimento será do próprio Luizinho Gari, agendado para sexta-feira (20), às 16h30.
A CP terá 90 dias para apresentar seu relatório ao plenário que poderá culminar na cassação de mandato do vereador.