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Maringá avança na inclusão com aprovação de Salas Sensoriais em espaços públicos
Assessoria de Imprensa - CMM 04/02/2026

Projeto garante ambientes de acolhimento para pessoas com TEA e familiares em locais de grande circulação


Para muitas pessoas neurodivergentes, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), situações comuns como aguardar um embarque, circular em ambientes movimentados ou lidar com ruídos intensos podem gerar estresse, ansiedade e crises sensoriais. Pensando em promover mais dignidade, segurança e respeito às famílias, a Câmara de Vereadores de Maringá avançou em uma importante política pública de inclusão.


Durante a sessão ordinária da última terça-feira (03), foi aprovado em primeira discussão, com 20 votos favoráveis, o Projeto de Lei nº 17.248/2025, de autoria da vereadora Akemi Nishimori, que institui a obrigatoriedade da instalação de Salas Sensoriais em espaços públicos do município.


O que são as Salas Sensoriais

As Salas Sensoriais são ambientes especialmente planejados para oferecer acolhimento a pessoas neurodivergentes e seus familiares, funcionando como espaços tranquilos e seguros em momentos de sobrecarga sensorial. O objetivo é reduzir estímulos excessivos e permitir que o usuário se reorganize emocionalmente com conforto e privacidade.


Onde as Salas Sensoriais serão implantadas

De acordo com o projeto, as Salas Sensoriais deverão ser instaladas em locais de grande circulação de pessoas, onde o impacto sensorial costuma ser mais intenso:


Aeroporto Regional de Maringá Sílvio Name Júnior


Terminal Rodoviário Vereador Dr. Jamil Josepetti


Terminal Urbano Intermodal Dr. Said Felício Ferreira


Esses espaços concentram fluxo constante de pessoas, sons, iluminação intensa e movimentação, fatores que podem causar desconforto significativo para pessoas com TEA.


Como os espaços serão estruturados

O projeto define critérios claros para garantir que as Salas Sensoriais cumpram sua função de acolhimento. Entre os itens previstos estão:


Iluminação ajustável e indireta, evitando luzes fortes ou piscantes


Isolamento acústico para redução de ruídos externos


Mobiliário confortável e seguro


Materiais táteis e brinquedos terapêuticos para estimulação sensorial


Painéis interativos e recursos de autorregulação sensorial


Comunicação acessível, com pictogramas, QR Codes e audiodescrição


Acesso gratuito e facilitado


O acesso às Salas Sensoriais será gratuito e poderá ser controlado por meio do uso do crachá do autista com QR Code, garantindo praticidade, segurança e respeito à privacidade. Sempre que possível, os espaços deverão estar localizados próximos às áreas de embarque e desembarque.


Benefícios diretos para a população

Na prática, a iniciativa traz ganhos concretos para a cidade e para as famílias:


Redução de crises sensoriais em ambientes públicos


Mais autonomia e segurança para pessoas com TEA


Acolhimento digno para familiares e acompanhantes


Promoção do direito de ir e vir com respeito às diferenças


Avanço real na política de inclusão e acessibilidade


Voz do Legislativo


A vereadora Akemi Nishimori destacou o impacto humano da proposta.

“Esse projeto nasce da escuta das famílias e da realidade vivida por muitas pessoas com TEA. As Salas Sensoriais representam cuidado, acolhimento e respeito. É uma forma concreta de garantir que essas pessoas sejam vistas, compreendidas e tenham seus direitos assegurados nos espaços públicos”, destacou Akemi.


Próximos passos

Com a aprovação em primeira discussão, o projeto segue agora para a próxima etapa de tramitação na Câmara de Vereadores de Maringá.


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