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LEGISLATIVO EM MIÚDOS: Uma carreira sólida que começou na brincadeira
Assessoria de Imprensa - CMM 18/03/2026

Batizada de “prefeita” do Borba Gato pelo falecido jornalista Verdelírio Barbosa, a ex-vereadora Edith Dias de Carvalho, 72 anos, iniciou a carreira política despretensiosamente.


“Era diretora do Colégio Thomaz Edison, no Conjunto Borba Gato, quando recebi o convite do prefeito Said para me filiar ao PMDB. O partido realizou uma pesquisa para saber se eu ajudaria com votos a candidatura de políticos já conhecidos na cidade. Para surpresa de todos, eu fiz mais votos do que eles e fui eleita em novembro de 1988”, lembra a professora.


A partir dali foram 20 anos dedicados à Câmara Municipal em paralelo ao magistério. Edith viveu cinco mandatos, colecionando amizades e muitas histórias. 


Assim como hoje, o plenário era dominado por homens. Mas, ela nunca se intimidou. Edith dizia, em tom de brincadeira, que “tinha o braço forte e ninguém tirava onda com ela”. Ela foi jogadora de vôlei numa família de esportistas sendo, inclusive, secretária municipal de Esportes após o último mandato (2005-2008).


Um dos episódios que a faz rir envolveu diretamente o ex-vereador e, na época, presidente da Casa, John Alves. Segundo Edith, eles inventaram uma “briga” durante uma sessão ordinária para evitar que um projeto do Executivo fosse derrotado no plenário.


“Combinamos que eu usaria a tribuna para defender um projeto e nos desentenderíamos ali. Comecei a divagar sobre outros assuntos e o John me advertiu umas quatro vezes, ameaçando cortar o meu tempo.  Além de desobedecer e ainda disse que ele não era homem para isso. Aí, ele encerrou a sessão. Saímos do plenário abraçados e rindo para espanto de todos que estavam ali”, disse Edith.


Outro fato que a professora guarda na memória é o discurso que fez na Câmara contra o pedido de cassação do prefeito Ricardo Barros, atual deputado federal. Na opinião dela, foi o melhor discurso da sua carreira e, no final das contas, obteve o resultado desejado.


Quando pensa na Câmara, Edith afirma que sente orgulho pelo dever cumprido. Ao terminar seu último mandato, ela imaginava estar aposentada da vida pública. Mas, os convites para novos desafios foram surgindo e ela os aceitou. 


“Todas as vezes que me candidatei à diretora de escola e todas as vezes que fui candidata à vereadora, foram desafios que abracei e eles não terminaram. Continuo a trabalhar porque gosto muito que faço e tenho a cabeça boa. Mas, concorrer ao Legislativo é algo que eu sugiro aos mais jovens sempre”, recomenda a ex-vereadora.


Para ela, a vida do vereador não é fácil e todos deveriam experimentar, inclusive os prefeitos. “É o vereador que está nas ruas, é assediado o tempo todo, é cobrado pela população. Muitos dizem que o vereador não faz nada e ganha muito. Mas, algum dia, essa noção vai mudar. Se Deus quiser”, conclui Edith que sente satisfação ao reencontrar pais e ex-alunos nas andanças pela cidade.