Ações, projetos e políticas públicas voltadas à inclusão e à promoção da empregabilidade de pessoas com deficiência foram apresentados na sessão ordinária desta terça-feira (14). A responsável pela empregabilidade de pessoas com deficiência (PcD) da Prefeitura de Maringá, Ana Carmen Dias, participou da apresentação.
A presidente da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência e Doenças Raras e autora do convite para a participação de Ana Carmen na sessão, a vereadora Akemi Nishimori, enfatizou que a convidada tem mais de 23 anos de experiência na Agência do Trabalhador de Maringá, sendo referência na construção de políticas públicas inclusivas.
“Ela atua como educadora social no desenvolvimento e na implementação de ações voltadas à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, contribuindo para a promoção da cidadania e da igualdade de oportunidades”, afirmou.
Durante a apresentação, Ana Carmen falou sobre sua trajetória, marcada pela perda da visão aos 33 anos devido a uma doença rara, a retinose pigmentar. “Junto com isso, tive uma quebra financeira, mas não desisti. Quase acreditei no que algumas pessoas diziam, de que eu não teria condições de trabalhar. Algo dentro de mim dizia que não é a visão, uma limitação ou deficiência que nos impede de sermos o que queremos ser”.
Ana Carmen lembrou da Lei da Previdência nº 8.213/91, que obriga empresas com 100 ou mais funcionários a preencherem parte de seus cargos com pessoas com deficiência (PcD). O percentual varia de acordo com o tamanho da empresa:
100 a 200 empregados → 2%
201 a 500 → 3%
501 a 1.000 → 4%
Acima de 1.000 → 5%
O atendimento a PcDs no Sine (Sistema Nacional de Emprego) é personalizado e conta com uma entrevista inicial para conhecer o trabalhador e elaborar uma carta de encaminhamento. “Nossa proposta não é apenas encaminhar, mas garantir a efetividade e a permanência dessas pessoas nas empresas. Também orientamos as empresas sobre como receber essa parcela da população”, destacou Ana Carmem.
O Sine também orienta sobre a elaboração de currículos e preparação para entrevistas de emprego, além de capacitar seus próprios servidores e estagiários do último ano de Psicologia de universidades. “Os professores nos procuram para entender o processo de entrevista de uma pessoa com deficiência”, assinalou.
Palestras em empresas também fazem parte da atuação do Sine. “Não apenas para a adequação de postos de trabalho, aspectos tecnológicos e acessibilidade física, mas principalmente para a acessibilidade atitudinal, ou seja, como a empresa vai receber esse trabalhador para que ele se sinta parte do processo de inclusão”, frisou.
Dados estatísticos (PcDs) do Sine (2025 até março de 2026):
1.385 encaminhamentos
89 colocados
42 inscritos
1.096 vagas ofertadas
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