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LEGISLATIVO EM MIÚDOS: Uma vida dedicada ao compromisso de servir bem a sua cidade
Assessoria de Imprensa - CMM 22/04/2026

Quarenta e sete anos é o período de vínculo profissional do servidor mais antigo da Câmara de Maringá. Antônio Mendes de Almeida, 61 anos, é assistente legislativo e chefe do setor de Arquivo. Mas, sua trajetória começou como office-boy, em 1979, indicado pelo irmão Antônio Messias de Almeida que foi assessor de comunicação da Casa. Naquela época, o servidor do Legislativo não ingressava por meio de concurso público que surgiu, apenas, na década de 1990.


“Era uma satisfação trabalhar com pessoas que eu admirava como, por exemplo, os locutores de rádio Ferrari Júnior e o Paulo Pucca”, lembra Almeida, mais conhecido por Toninho. 


Assim como outros office-boys, ele saía às ruas para descontar cheques nos bancos, fazer pequenas compras, levar e buscar documentos, etc. “Lembro que o vereador Ferrari Júnior fumava o cigarro Charming e, às vezes, ele me pedia pra ir comprar pra ele. Eram outros tempos….”, disse.


Gradativamente, Toninho se adaptou à rotina da Casa e ganhou novas responsabilidades. Hoje, as cópias da pauta são feitas nas impressoras. Mas, naquela época, o mimeógrafo executava essa função com o risco de manchar a roupa de quem o manuseava. Nessa atividade, Toninho era pupilo de José Carlos que, além de chefe, foi “amigo, irmão e pai” para o rapaz que se considerava muito tímido.


Como não haviam gabinetes, as pautas eram entregues aos vereadores pessoalmente, assim como a coleta de assinaturas nos projetos de lei. Essas também foram tarefas do Toninho que, mais tarde, chegou a motorista da Casa. “Antes disso, ainda trabalhei na Copa, servindo os cafés aos vereadores na sala de reuniões”, acrescentou.


Como as sessões ordinárias aconteciam à noite, era comum que Toninho buscasse e levasse algum vereador pra casa. Alguns não tinham carro e, às vezes, as sessões avançavam à madrugada. 


Os anos foram passando, a atividade administrativa da Câmara evoluiu e os servidores absorveram as novidades na prática. Desta forma, foi introduzida a informática e seus processos que otimizaram a rotina da Casa.


A recordação mais marcante de Toninho foi a briga entre dois vereadores que culminou com o arremesso de um furador de papel na direção de um deles. “Eu não presenciei o fato. Porém, foi algo que registrei na memória”, conta o arquivista.


Analisando o curso do tempo, ele acredita que o uso da tecnologia foi, praticamente, um “divisor de águas” quando o assunto é transparência e proximidade entre vereadores e a população.


Segundo Toninho, hoje, qualquer pessoa com acesso à internet pode saber como é a Câmara de Maringá, quem são os vereadores, o que está sendo produzido por ela e quais as leis que saíram dali. “Neste ponto, eu sinto muito orgulho de fazer parte dessa história porque é no Arquivo que as leis nascem. Ali, são feitas as pesquisas antes do projeto ser elaborado para garantir que a nova ideia não conflite com uma lei em vigor ou, simplesmente, repita algo que já existe”, explicou o servidor que, nesses 47 anos de trabalho para a Câmara, acumula a experiência de marido, pai e avô.