No mês do Maio Laranja, campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, a Câmara de Vereadores de Maringá homenageou a delegada Karen Friedrich Nascimento, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (NUCRIA). A entrega do Título de Mérito Comunitário e do Brasão do Município ocorreu na sessão ordinária desta quinita-feira (07).
O vereador Diogo Altamir, autor da homenagem, afirmou que uma das tarefas mais gratificantes do mandato é dar voz ao reconhecimento público de cidadãos que, muitas vezes, no silêncio do trabalho árduo, sustentam os pilares da sociedade.
O parlamentar lembrou que a homenageada conheceu de perto a realidade do sistema prisional e da Defensoria Pública, além de atuar na pacificação de conflitos como conciliadora no Tribunal de Justiça. Segundo ele, em 2013, Karen encontraria sua verdadeira vocação ao ingressar na Polícia Civil do Paraná como delegada.
“É no trabalho realizado junto ao Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente, em Maringá, que ela exerce uma de suas missões mais nobres e delicadas. Proteger crianças e adolescentes exige não apenas técnica jurídica, mas também coragem, equilíbrio e profunda sensibilidade humana, qualidades que definem a atuação da homenageada”, destacou.
Em seu discurso, a delegada contou sua trajetória até chegar ao NUCRIA e afirmou que o reconhecimento “simboliza uma caminhada longa e marcada por desafios, persistência e propósito”.
“Meus colegas, durante a faculdade, achavam graça no fato de que eu, mulher, iniciando o curso de Direito, tinha planos de prestar concurso para a polícia”, relembrou.
Aprovada no concurso da Polícia Civil do Paraná em 2014, Karen assumiu, em 2016, sua primeira comarca, tornando-se a primeira delegada mulher do município de São João do Ivaí.
“Naquela época, eram muitas dificuldades na Polícia Civil. Cheguei a pensar que não tinha o perfil para ser policial, mas o que seria de mim se desistisse depois de tanta dedicação?”.
Em 2018, a delegada assumiu o NUCRIA em Maringá. “Foi no NUCRIA que eu me reencontrei e tive a certeza de que fiz a escolha certa. Não me vejo fazendo outra coisa a não ser ser delegada de polícia”, declarou.
Ao encerrar o discurso, a delegada reforçou que sua imagem hoje está diretamente ligada ao combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil, causa que afirmou exercer com profundo orgulho e senso de missão.
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